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Depoimento de um usuário de Fedora

4/20/2016 Add Comment
E aí, tudo certinho por aí? Como diziam "na minha época", comigo "tá tudo a pampa", seja lá que isso signifique... por fim, você deve saber que nós gostamos de dar voz ao nosso público aqui no blog, especialmente quando algum leitor ou leitora conta a sua história e mostra como começou a usar Linux, quais foram os caminhos percorridos e por aí vai.

Nessas horas é que a gente percebe o quanto somos parecidos, fazemos as coisas por motivos semelhantes muitas vezes e mesmo pensando de maneira similar e fazendo escolhas parecidas acabamos em pontos, ou distribuições, diferentes. Hoje você vai conhecer a história do nosso leitor Anselmo  Riker.





"Meu nome é Anselmo Riker, sou do Rio de Janeiro e venho aqui compartilhar, como o Blog de Diolinux me ajudou a me tornar usuário do Linux, e também do Linux Fedora.

Desde cedo quando comecei a usar computadores, achava estranho e me perguntava, já que existiam vários tipos de programas, será queexistiam outros sistemas Operacionais também?. 

As primeiras respostas que tive, era que só existia o Windows e como adolescente questionador na época, continuei perguntando, até que descobri que existiam outros sistemas, mas segundo as pessoas que me respondiam, eram ruins, e pra nada serviam.

Depois dos 20 anos, resolvi comprar meu primeiro computador e como já possuía um iPad e não gostava do Windows, (achava ele feio, lento e a questão dos vírus me incomodava demais) resolvi me aventurar em um MacBook achando que o sistema era igual ao do IPad, pura enganação, levei uma surra para aprender, mas depois foi uma experiência incrível, que me fez desistir de vez do Windows, e passar a amar sistemas UNIX (sem kernel DOS). 

Com o passar do tempo, resolvi pesquisar sobre o Linux, aprendi no blog Diolinux a fazer dual boot, foi assim que cheguei ao mundo Linux.

Como quase qualquer usuário recém chegado, comecei com o Ubuntu , depois parti para o Pinguy OS e depois para o Linux Mint; como qualquer aventureiro, sempre baixei outras ISOs e as deixei salvas no meu HD externo para um dia testar.

Um belo dia viajei, para a casa dos meus parentes em MG onde a internet não era muito boa. Entre as minhas venturas de customização meu Mint, o Cinammom deu um bug sinistro, na época eu ainda era novo no Linux, e estava testando o Mint há algumas semanas apenas, acabei desistindo do mesmo
devido ao erro, fui eu retornar para o Ubuntu, e para minha surpresa, a ISO que eu possuía estava corrompida. Foi então que percebi que a do Fedora não estava. Como eu havia acabado de ver um tutorial no Diolinux sobre o Fedora 21, resolvi baixar a ISO e deixar ela guardada para um dia testar, e esse era o momento, então decidi testar, queimei a ISO no pendrive, usando o computador com Windows do meu tio e parti para o abraço no meu notebook, foi ai que começou meu caso de amor com o Fedora com Gnome Shell.

Hoje uso ele em casa, no trabalho, e ajudei o setor de TI da empresa onde trabalho a trocar todas as 80 máquinas dos consultores de vendas para Linux Fedora só que com KDE, que ao meu ver é mais fácil para alguém que vem do Windows. 

Hoje inclusive possuo um blog onde tiro dúvidas apenas sobre Fedora chamado RikerLinux. Tudo isso graças ao excelente trabalho que vocês da equipe do blog Diolinux fazem. Muito obrigado pelo excelente trabalho, Meus parabéns.

Por Anselmo Riker, Gerente de Recursos Humanos, usuário e Blogueiro de Linux Fedora"

Quero agradecer muito pela mensagem do Anselmo, é ótimo saber de que alguma forma o nosso trabalho inspiro outras pessoas e que estas pessoas agora estão ajudando outras mais. Quero dizer que você que está lendo também pode contar a sua história aqui, existem muitos depoimentos já postados e você pode aparecer também, basta nos enviar um e-mail.

Neste mês de Abril o Diolinux está completando 5 anos de existência e você pode nos mandar depoimentos, vídeos e perguntas para aparecer no vídeo especial de 5 anos que nós vamos produzir, saiba mais clicando aqui.
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5 conhecimentos em TI que estarão em alta nos próximos anos

4/05/2016 Add Comment
Para ter sucesso em qualquer carreira é importante saber em que áreas investir e quais competências desenvolver, certo? Isso também é válido para profissionais da Tecnologia da Informação. Nesse caso, uma boa maneira de saber quais habilidades técnicas e estratégicas terão maior valor para o mercado em um futuro próximo, é pesquisando quais serão as próximas tendências na área, dessa maneira, o profissional pode se preparar melhor e garantir as melhores vagas do mercado! 

Pensando nisso, reunimos neste artigo cinco conhecimentos em TI que serão bastante procurados pelas empresas em 2016 e nos próximos anos. Será que você está pronto para aproveitar estas oportunidades? Confira:

5 tendências para o futuro do mercado de T.I.





1. Programação


A demanda por programadores de diferentes categorias deve crescer nos próximos anos. A gamificação, por exemplo, - tendência que leva elementos de jogos para dentro das organizações com o objetivo de aumentar o engajamento em treinamentos - deve gerar um aumento na procura por programadores de games nas empresas especializadas em soluções para o setor de Recursos Humanos.

Programação


Também vale destacar a programação mobile - conhecimento essencial para o desenvolvimento de aplicativos para smartphones e outros dispositivos móveis. Apps são produtos que devem continuar em alta nos próximos anos.


2. Desenvolvimento web


Segundo uma pesquisa feita pelo site americano especializado em assuntos de TI, o Computerworld, os desenvolvedores serão um dos dez especialistas em TI mais procurados em 2016. A alta demanda por estes profissionais pode ser explicada pela migração cada vez maior das empresas para os meios digitais.

Web Developer


Um dado que ajuda a reforçar a alta demanda por desenvolvedores web no Brasil este ano, é o levantamento feito pela empresa de consultoria IDC: 54% das organizações nacionais devem iniciar projetos de digitalização em 2016. 


3. Arquitetura de TI


O estudo de campo feito pela Computerworld também destacou a arquitetura de TI como uma das fortes tendências para os próximos meses: 42% das empresas analisadas disseram ter intenção de contratar especialistas nesta área este ano. Vale destacar o conhecimento em arquitetura de sistema avançado, como é o caso da arquitetura neuromórfica e de alta potência.

4. Segurança


Profissionais especializados em segurança da informação também terão alta procura nos próximos anos. É importante perceber que, com o aumento da complexidade do assunto, é necessário que sejam criadas novas e mais avançadas estratégias de proteção - especialmente quando pensamos em segurança de dados organizacionais. Isso deve refletir em um aumento no orçamento que as empresas reservam para as soluções de segurança.

Segurança da Informação


O especialista nesta área de TI deve estar preparado para identificar e reagir a ataques e para tomar medidas preventivas que protejam os serviços usados pelas organizações - isso inclui os sistemas baseados em nuvem e as interfaces de programação de aplicação (API) abertas para clientes e parceiros.


5. Gestão de projetos


Também é crescente a demanda por profissionais que ajudem a aumentar a qualidade dos produtos e serviços entregues pela empresa. Nesse contexto, é fácil entender porque o gestor de projetos será um dos profissionais mais procurados na área de TI nos próximos anos. Estes são especialistas em gerir prazos, definir metas, controlar orçamentos e avaliar a qualidade das soluções desenvolvidas. Por isso, são profissionais valiosos para o sucesso dos projetos de uma organização e a tendência é que tenham cada vez mais procura no mercado de trabalho.

Com quais destas oportunidades na área de TI você mais se identifica? O que acha das tendências no setor? Deixe a sua opinião nos comentários!

Este artigo foi enviado pelo nosso leitor Paulo Henrique Oliveira da Escola Linux, fica aqui o nosso agradecimento a ele. Se você quiser fazer como o Paulo e nos enviar um artigo para publicação aqui no blog use a área do leitor.

Ate a próxima!

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Como acessar o armazenamento interno do iPhone pelo Ubuntu

4/02/2016 Add Comment
O Ubuntu já reconhece nativamente o iPhone por padrão, porém as pastas a que ele nos dá acesso nativamente normalmente se restringem à biblioteca de mídia, com um dica enviada pelo nosso leitor Kaleb você poderá brincar com o seu iPhone como se ele fosse um "cartão de memória".

Habilitando armazenamento do iPhone no Ubuntu




Esta dica vou enviada pelo nosso leitor Kaleb, ele me mandou o seguinte e-mail:


"Olá Dio, me chamo Kaleb e sou usuário de Ubuntu ha algum tempo e vim a adquirir um iPhone 5s como substituto de um Motorola Moto X. Como todos sabem, os Smartphones da Apple costumam utilizar o iTunes para realizar a sincronização de músicas e outros processos no iPhone. Por eu utilizar o Spotify + VLC Player não senti necessidade de ter que voltar a utilizar o Windows e instalar o iTunes, que infelizmente ainda não possui cliente para o Ubuntu. Enfim, o Ubuntu me atende muito bem como sistema e não pretendo utilizar Windows. Para que eu pudesse copiar as fotos e vídeos do meu iPhone para meu computador com Ubuntu segui o procedimento abaixo. "

Veja também: Como passar músicas do Linux para o iPhone

E então ele me enviou a dica de um PPA para fazer com que o iPhone funcione desta forma, entretanto, há algumas ressalvas, o Ubuntu 16.04 já possui algumas pacotes para tal, de modo que o PPA abaixo serve apenas para o Ubuntu 14.04 e 12.04. Basta copiar e colar no terminal um  a um.
sudo apt-add-repository ppa:ingo/ios7support
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
Depois disso reinicie o computador e tudo deverá estar funcionando corretamente, outro pacote interessante que pode ser útil é o iFuse, você pode instalar clicando no botão abaixo:

Quando o iPhone for reconhecido, na tela do iOS marque a opção de "Confiar neste computador", o recurso vale para o iOS 7 ou superior.

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Verdade ou Mito? Linux é apenas para programadores e profissionais de T.I.?

3/21/2016 Add Comment
Linux é a cada dia mais simples de se utilizar, sempre estão surgindo ferramentas para facilitar a vida dos usuários, mas para quem procura "complicação", uma distro Linux pode ser um sistema bem complexo. Por conta destas e outras é que existe um mito na internet de que "Linux é apenas para programadores", vamos falar um pouco sobre isso...

Linux é para programadores apenas?




Recebi um texto muito interessante do nosso leitor Adriano Barbosa Silva, Desenvolvedor em Python de São Carlos, SP, para falar sobre este "mítico mito", eu tenho meus dois palitos para dar sobre o tema também mas o farei apenas no final, vamos ver o texto que ele nos mandou.

Vale lembrar que as opiniões logo abaixo não dizem respeito necessariamente à opinião do blog Diolinux sobre o assunto, este é um espaço que nós abrimos para que os nossos leitores possam se manifestar, se você quiser fazer como o Adriano e mandar o seu tutorial, texto ou sugestão pra gente consulte a área do leitor:

"É muito provável que você já tenha ouvido pelo menos uma vez alguém dizendo que o GNU/Linux é um sistema utilizado apenas por programadores e profissionais da área de TI. Embora seja comum ver este sistema sendo utilizado em setores como desenvolvimento ou administração de redes, indicando que seus usuários tem um conhecimento mais aprofundado na área de informática, isto não significa que a afirmação anterior seja verdadeira. 

Vamos tentar entender alguns dos motivos das pessoas verem o sistema como avançado ou específico para profissionais: 

Usuários antigos


Quando eu comecei a utilizar Linux, há 3 anos atrás, tudo era um pouco confuso e isto é natural, visto que se trata de um sistema operacional diferente do Windows que eu estava acostumado, era outro paradigma e outro tipo de experiência. Pedindo ajuda para alguns conhecidos que trabalham com computadores, eu ouvi o mesmo relato por diversas vezes: “Eu usei Linux em 2000, mas não dava não. Tinha que abrir terminal para fazer qualquer coisa e eu não conseguia compartilhar arquivos com ninguém, porque não abria no Word e no Excel.” 

Prestemos atenção em um 'detalhe' que nos dirá o motivo pelo qual nós não podemos deixar opiniões deste tipo influenciarem nossa experiência com algum sistema (sério, qualquer sistema). Leia a afirmação novamente e veja se você descobre… 

Sim, isso mesmo: 2000! Naquela época o Linux realmente era menos amigável e os processos de configuração do sistema eram mais complicados, muitos deles na linha de comando. Mas, com o tempo, as interfaces gráficas adicionaram cada vez mais assistentes para configurações e muitas distribuições passaram a oferecer gerenciadores de configurações próprios, uns muito bons outros nem tanto, mas mesmo assim no caminho certo. 

Tutoriais online 


Quando precisamos tirar dúvidas na internet, é muito comum vermos tutoriais nos ensinando a realizar algum procedimento usando, para isso, o terminal. Muitos usuários se sentem intimidados pela linha de comando, pensam que é necessário ser um super hacker para poder utilizá-la. 

Mas porque diabos os sites, blogs e comunidades postam tutoriais em linha de comando? 

Simples: porque há muitas interfaces gráficas disponíveis para o sistema e ela possuem gerenciadores de configurações diferentes. Para alguém postar um tutorial usando interface gráfica de maneira que ajudasse a todos os usuários, esta pessoa precisaria aprender a realizar as configurações em todas as interfaces existentes. Isso não é nada prático para uma pessoa que está postando o conteúdo com o intuito de ajudar sem receber nada em troca e também pode gerar outro problema: um usuário leigo saberia exatamente qual interface gráfica ele está usando ou como descobrir isso? 

A alternativa mais 'simples' é a linha de comando, pois não importa se você está utilizando o Gnome, o KDE, o Notion ou o WindowMaker, as chances do comando funcionar são muito grandes, todos os usuários podem utilizar e a pessoa que está postando o tutorial não precisa ter tanto trabalho assim. (Cá entre nós, não podemos exigir que o usuário de um fórum que quer nos ajudar de livre e espontânea vontade tenha que 'se matar' de pesquisar e testar algo em várias interfaces para, após nos ajudar, receber apenas um obrigado). 

Comunidade 


Infelizmente, em algumas comunidades existem usuários que tem comportamentos hostis com usuários novatos ou de outra distribuição (Entre no fórum do Debian e diga que você tem uma dúvida com o Ubuntu e você vai entender). Os comentários mais comuns que eu vi são: “Se você não consegue configurar sua interface de rede pelo arquivo de configuração, então você deveria desistir do Linux.”, “Não venha perguntar neste fórum, use o da sua distro e nos deixe em paz.”, “Não há motivos para você perguntar sobre a instalação aqui, na documentação ensina” e a que eu acho a melhor de todas, que eu vi o moderador de uma distro respondendo em um fórum: “No site tem o binário, é só baixar e compilar, estou fechando o tópico por ele não acrescentar nada de útil para a comunidade”. 

Este tipo de atitude, além de ser inaceitável, faz o usuário novato pensar que ele já deve saber fazer tudo isso para poder começar a utilizar o Linux. Com este tipo de usuários a comunidade Linux como um todo é prejudicada e ganha a falsa sensação de que todos os usuários são grandes entendedores do sistema, quando a coisa não é bem assim. A maioria dos usuários que dizem saber compilar seus softwares não sabem realmente fazer isso. Eles digitam make install e pronto: tem o software instalado com as opções padrão, tendo o mínimo de aproveitamento que este tipo de instalação pode oferecer, mas pensam que sabem realmente compilar. 

Muitos usuários que se vangloriam por instalar uma distribuição manualmente e fazendo uso da linha de comando não sabem realmente como fazer isso, eles seguem tutoriais na internet e, geralmente copiam muitos dos passos. Mas peça para algum deles instalar o sistema do zero sem seguir nenhum tipo de tutorial e você verá que poucos deles sabem de fato fazer isso. 

O que eu estou querendo dizer com isso é: todas as pessoas devem ter respeito com as outras. Não importa se você sabe instalar o Linux do zero e criar sua própria distribuição, ou se você sabe como alterar a arquitetura do sistema para ele ser mais rápido, em algum momento de sua vida você não sabia nada ou sabia muito pouco e foi graças a pessoas que te respeitaram que você chegou onde está, então lembre-se que a pessoa que você esta pensando em ofender pode ter potencial para mudar os paradigmas de computação e mudar a maneira como VOCÊ utiliza a sua máquina. 

Tendo analisado estes tópicos fica a mensagem para os usuários novatos no Linux: 

Não deixe que comentários, postagens, reportagens ou relatos te desanimem de usar o sistema. Sistemas operacionais tem seus altos e seus baixos e nem sempre todas as pessoas se agradam com eles. O interessante é você testar e verificar por você mesmo quais vantagens e desvantagens o Linux pode te oferecer. Muito do que é visto por aí não é necessariamente a realidade, é possível utilizar o sistema apenas pela interface gráfica, tendo que recorrer à linha de comando apenas uma vez ou outra, bem como é possível utilizar o sistema apenas pela linha de comando. Interfaces de rede, acesso a hardware, dispositivos e tecnologias geralmente são configuradas de maneira automatizada no Linux e você nem fica sabendo, apenas vê que funciona. Porém, se você quiser alterar ou criar suas próprias configurações, é possível também. Essa é uma característica muito interessante do Linux, você pode usá-lo como quiser seja você um usuário que entendo pouco de computação, um usuário casual, ou um power user que quer configurar tudo sozinho. 

Concluindo: Há muito tempo que o Linux deixou de ser um sistema que apenas usuários da área de computação conseguem usar e se tornou acessível a todos os tipos de usuários e situações. Qualquer dúvida ou dificuldade que você tenha com algum tutorial, provavelmente existem outros que podem ser mais claros e muitas pessoas que você pode recorrer e que podem te ajudar e te respeitar ao mesmo tempo, pois apesar de algum usuários hostis, a comunidade ainda se mantém muito prestativa, é necessário apenas engolir alguns pepinos de vez em quando."

Nota do blog


Eu gostaria de agradecer ao Adriano pela sua contribuição e instigar a você que também tem algo a oferecer e mostrar para os outros que o faça também. Realmente Linux não é um sistema só para programadores, é para programadores TAMBÉM, se fosse um sistema só para programadores eu não poderia usá-lo, a não ser que programar despertador conte também.

Até a próxima!
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Migrando para o Linux

3/17/2016 Add Comment
Hoje vamos mais uma vez abrir espaço para a manifestação da opinião de um de nossos leitores fiéis, o Yure Felipeto, ele recentemente nos mandou uma matéria que gerou um grande debate chamada "A polêmica dos Refisefuqui", no texto de hoje ele vai abordar alguns aspectos relacionados a migração para o Linux segundo a sua própria experiência.

Este tipo de artigo não reflete necessariamente a opinião do blog Diolinux sobre o assunto, é um espaço que nós abrimos para que os leitores possam participar, se você tiver um texto interessante também mande pra gente através da área do leitor. Confira o texto do Yure logo abaixo:

Linux





"A migração de um sistema operacional para outro não é simples. Você terá de mudar toda a sua forma de usar o PC e habituar-se com um universo totalmente novo. Reaprender tudo de novo. Neste artigo falarei sobre a migração do SO da Microsoft, o Windows, para uma distribuição GNU/Linux e darei algumas dicas de como entrar com tudo no universo Linux.

Não seja radical ao extremo.

Uma dica simples mas eficaz. Não caia de cabeça no desconhecido, pois isso pode te frustrar e ficar com mais receio e medo da mudança. A mudança deve ser gradual e isso facilitará muito a você ir se habituando ao novo sistema. O Linux tem bastante coisa parecida com o Windows, só que tudo apresentado de uma nova maneira. 

A maneira mais legal de mudar é o Dual-boot, que é instalar a distribuição ao lado do Windows. Comece lendo tutoriais de como realizar as suas tarefas cotidianas no Linux e se precisar use o Windows. Mas como? Quando você usa a opção de dualboot, ao ligar o PC será perguntado qual sistema você quer usar e então basta selecionar.

Escolha a distro ideal para você.

Leia bastante sobre as várias distribuições e escola uma que seja a melhor para você. Uma distro que lhe chame atenção fará que você goste cada vez mais dela e aprenda mais e mais. Uma dica é ver reviews sobre a distribuição e ver seus pontos fortes e fracos. 

Distros que eu recomendo para quem que começar no mundo do pinguim: Linux Mint, Ubuntu, Kubuntu, Deepin e Elementary OS. O Linux Mint é a mais completa pois necessita de poucos ajustes para ter todos os recursos e todos os programas básicos vem por padrão. O Ubuntu e Kubuntu necessitam de mais ajustes, mas nada muito difícil. Já Elementary e Deepin são bem fáceis de usar, mas não vem 100% prontas e mais ajustes precisam ser feitos. Eu recomendo essas distros pelo seu foco, que é o usuário doméstico.

Não viva de idealismo.

Manter o Windows ou Mac no PC não é o fim do mundo. Não fique atrelado a idealismos e preconceitos de alguns usuários. O Windows para muitas tarefas é mais produtivo que o Linux, como por exemplo os jogos. Eu mantenho até hoje o Windows 7 ao lado do Ubuntu, porque ainda não tive uma bom desempenho do Linux nos jogos. 

Muitos usuários mais experientes têm preconceito com os novatos e com o Windows. Eles estão errados em acharem que usando Linux são superiores e por isso eu digo: Você pode ser o “mestre jedi” das galaxias com Windows e um perfeito “zé ninguém” usando Linux. Um sistema não define nível a uma pessoa, então não caia em conversa fiada. 

Wine não é milagreiro! 

O Wine pode te ajudar, e muito, com programas de Windows no sistemas Linux mas, com certeza, ele não faz milagres. Não fique tentando transformar o Linux em um Windows instalando todos os seus programas favoritos do Windows. Você deve buscar substitutos aos programas. No Linux se tem vários programas capazes de substituir programas do Windows como, por exemplo, GIMP para substituir o Photoshop; O LibreOffice para Substituir o Microsoft Office e assim por diante.

Espero que essas dicas tenham facilitado um pouco a sua migração e o seu uso do novo sistema operacional. Siga em frente com a mudança e BEM-VINDO AO GNU/LINUX!"

Nota do blog


Agradecemos ao Yure pela sua contribuição, agora você pode contar pra gente que outras dicas você poderia dar para alguém que deseja migrar para o Linux, você concorda com as dicas do Yure? Participe!

Até a próxima!
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João Lourenço: Depoimento de um novo usuário Linux #2

3/12/2016 Add Comment
Este é mais um daqueles posts bacanas que a gente se identifica. Não sei você, mas eu tenho a impressão que a história das pessoas que passam a usar e conhecer o Linux é muito parecida, salvo as exceções que sempre existem, claro. Hoje vamos conhecer a história de João Lourenço, confira.

Depoimento de um novo usuário Linux





Como você deve ter reparado pelo título do artigo, este é o segundo post aqui do blog relacionado a esta temática, o primeiro foi feito pelo Douglas Joziel Bitencourt Freitas ainda no ano passado, você pode ler aqui. Outro depoimento interessante que já passou por aqui foi o do Jhones Sales que nos contou como foi a experiência dele com o Ubuntu 14.04 LTS. Hoje vamos conhecer o do João.

Eu recebi este texto por e-mail e vou reproduzi-lo na íntegra logo abaixo, confira:


"Primeiramente muito obrigado por todas as dicas e tutoriais, a mim que uso Linux (Ubuntu) ainda no DualBoot venho me aproveitando de um pouquinho de experiência adquirida nos últimos três meses, aproveitando as férias para inovar e usar um sistema operacional novo.

Comecei minha vida com PCs desde criança e com Windows (95 por sinal...) e sempre fui muito curioso, o tempo passa e trabalhei no início de minha adolescência em LanHouses e lojas de suporte e manutenção a informática, nunca estudei em instituições referenciadas sobre informática e meu aprendizado sempre se deu por força de experiências e observações. 

O Windows para a maioria das pessoas é praticamente jogado goela abaixo, em todas as nossas atividades diárias, no meio acadêmico e no trabalho idem, até a ABNT usa como padrão fontes do Windows (Times New Roman e Arial)! 

O Linux quando me apareceu me veio através de comentários, suficientes por sinal para despertar a minha curiosidade, logo de início eu nem computador tinha, usava os dos meus locais de trabalho, logo não podia "experienciar" tão amplamente mas podia pesquisar. 

E a forma do linux me deixou boquiaberto, software aberto, sem custo, sempre em evolução, parecia até uma utopia, porém as pessoas sempre tiveram um preconceito gigante em aceitar o novo ou em sair de suas zonas de conforto, e já que o Linux ainda vinha quase que em uma contra-mão do que dita o mercado, aos olhos do consumidor, afinal "tudo que é diferente é mais difícil" fiquei apenas na curiosidade e demorei longos anos para poder experimentar alguma distribuição oficial. Logo em 2010 quando inicio um segundo curso superior, fico pasmo ao saber que as máquinas dos laboratórios de informática tinham Dual Boot com Windows e Ubuntu! 

Aproveitei menos do que podia mas pude observar logo de cara o melhor desempenho do Linux frente ao Windows, a navegação com o Firefox praticamente perfeita, periféricos lidos e gravados mais rapidamente... parecia muito estranho ver que poucos dali o utilizavam mesmo o tendo à disposição, e assim continua com a maioria das pessoas. Por motivos de trabalho continuei a usar o Windows por muito tempo devido ao AutoCAD da AutoDesk, trabalho com ele e ainda hoje usando o Ubuntu para todo o restante no meu Desktop tenho de voltar para o Windows para poder usar a minha licença e poder trabalhar meu arquivos em DWG, achar aplicativos simililares não é algo muito difícil na maioria dos casos, e por vezes achamos até versões mais "limpas" para o linux, VLC, Calibre, Firefox, ThunderBird, dentre vários funcionam muito bem no Windows, mas rodam perfeitamente com um hardware até inferior no Linux. Minha primeira experiência em casa não foi com o Ubuntu, foi com o Mint Cinnamon, que por sinal uso ainda hoje no notebook que está com a minha mãe, que por sinal não entende muito e nem consegue entender lá grandes diferenças entre os sistemas operacionais. 

O Mint que me foi apresentado por um amigo é muito próximo à interface do Windows, muito antes do lançamento do Windows 10 (Que continuio a usar por causa do CAD) o Mint já possuía sistema de abas no seu gerenciador de arquivos, Multi áreas de trabalho, drivers pré instalados, e uma lista com os apps mais populares já pré-configuradas no sistema para que você baixe e use facilmente através de simples clicks de mouse e abandonando os tão temíveis comandos. a proximidade da interface do Mint com o Windows torna tudo mais fácil para os novos usuários.

Tive um problema há pouco mais de um mês com a interface gráfica do Mint 17 e resolvi mudar, resolvi dar uma oportunidade ao Ubuntu, que me surpreendeu e me deixou na mão em alguns momentos. A ISO do Mint é 50% mais pesada do que a do Ubuntu, não sei se isso é devido a isso ou outro motivo, mas o Ubuntu é mais rápido do que o Mint, as respostas e aberturas dos aplicativos é consideravelmente mais rápida, porém o acesso a quem está acostumado com o Cinnamon é bem prejudicado por quem inicia o uso da Unity, a Unity tenta te dar um acesso fácil aos itens mas a costume principalmente nos primeiros dias em usar uma área de trabalho, afinal no Ubuntu isso praticamente não se usa, inclusive não consegui nem criar launcher que eram tão simples de se criar no Cinnamon, alguns aplicativos que usam pacotes de dados mais antigos não funcionam nativamente, o Tibia (MMORPG) mesmo, tem de ter uma quantidade de comandos considerável para ser executado sem ser em flash no Ubuntu, enquanto no Mint você consegue executar as duas versões sem problemas e ao mesmo tempo o Ubuntu apresenta queda de frames e leves travamentos nos gráficos ao utilizar a versão para desktop ao lado do Google Chrome por exemplo, particularmente tosco em vista do excelente funcionamento utilizando-se apenas um dos dois supracitados.

 No mais, o Ubuntu esta me surpreendendo, já estou me acostumando a usar os terminais nele, que por sinal é o modo mais fácil de se executar alguns tipo de tarefas depois que você se acostuma, mas para aqueles desavisados e com medo do novo, Mint Cinnamon com certeza é a melhor opção."

Nota do blog


Quero agradecer ao João pelo seu depoimento e acrescentar algumas informações que talvez sejam úteis. Sobre um programa bacana para abrir arquivos do AutoCAD eu recomendo BricsCAD que tem versão para Linux, é um software pago também, e é igualmente competente.

E você, tem uma história para contar? Mande ela pra gente! :)

Acrescentando, eu gostaria também de mostrar para você como eu (Dionatan) criei o hábito de usar o Linux, você pode conferir no vídeo abaixo:




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